Dados do desemprego do 1º Trimestre de 2010 confirmam um distrito mergulhado numa profunda crise económica e social. Os dados do desemprego no final do primeiro trimestre de 2010, agora divulgados pelo IEFP confirmam as denuncias mais preocupantes que a DORP do PCP tem vindo a fazer: a situação económica e social do distrito agrava-se a um ritmo muito superior ao do país e tem particular incidência no interior do distrito (concelhos do Vale do Ave, do Vale do Sousa e do Baixo Tâmega).
intervenção de Pedro Carvalho, membro da DORP do PCP Camaradas e Amigos,
2010 encerra uma década perdida para o país. 10 anos de estagnação económica, de forte aumento do desemprego e da precariedade, de retrocesso nos direitos económicos e sociais consagrados na Constituição de Abril, de agravamento da dependência externa, das assimetrias regionais e das injustiças, nomeadamente na repartição do rendimento nacional, que se traduziu no aumento da taxa de exploração sobre o trabalho.
Ano de 2009: desemprego cresce no distrito do Porto muito acima do País, acentuam-se as pressões sobre os trabalhadores, cria-se condições para mais dificuldades em 2010. Alguns dados
Durante o ano 2009, por diversas ocasiões, a DORP do PCP, alertou para as consequências da política de direita na destruição do aparelho produtivo da região e no desinvestimento público. Estas políticas acentuaram uma crise económica e social devastadora para a região e para a qualidade de vida da esmagadora maioria da sua população.
A realidade que se vive é espelhada pelos próprios dados oficiais, nacionais e europeus, sejam na vertente económica ou social, e os recentes dados do IEFP são, a este respeito, lapidares. A região Norte tem 46,5% do total dos trabalhadores que em 2009 perderam o seu emprego (257027).
Após vários adiamentos da concretização das plataformas logísticas previstas para a Região do Porto (Leixões e Maia/Trofa), o governo reconhece agora que a Plataforma Logística Maia/Trofa não se concretizará “enquanto o preços dos terrenos [que a construtora interessada – SOMAGUE – tem que pagar] não vier a descer para níveis mais baixos”.
Em resposta enviada ao Grupo Parlamentar do PCP, o Ministério das Obras Públicas e Transportes esclarece ainda que não há qualquer localização alternativa que esteja a ser encarada, nem está prevista qualquer data para construção desta Plataforma, evidenciando assim o abandono deste projecto que o próprio governo classificou como prioritário.