A operação da GNR que, esta terça-feira, encerrou nove residências que funcionavam ilegalmente como lares de idosos em Lousada e deteve sete pessoas, sob suspeitas dos crimes de homicídio, associação criminosa, maus-tratos, fraude fiscal e burla, é mais um exemplo dramático da desresponsabilização do Estado português no que diz respeito ao apoio à população idosa.
Este caso não é um acidente isolado. É a consequência natural de anos de políticas de abandono e subfinanciamento crónico da rede de apoio à terceira idade e da entrega, a privados, de uma responsabilidade que é primeira e inalienavelmente do Estado.


A candidata da CDU, Diana Ferreira, reuniu com a Socialis - Associação de Solidariedade Social, abordando os problemas sociais sentidos pela população que esta instituição acompanha, mas também as dificuldades sentidas pela própria instituição para cumprir com as suas funções.
Várias centenas de reformados do Porto saíram este sábado à rua, respondendo à convocatória da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI – em protesto contra o aumento do custo de vida e pela valorização das reformas e pensões, no âmbito de uma jornada nacional de protesto e luta.
Na sequência da entrada em vigor do novo regime que regulamenta a actividade profissional das amas e que, de acordo com o governo, serviria para “abrir a actividade ao mercado”; largas dezenas de amas participaram num protesto, na passada quinta-feira, junto à sede distrital da Segurança Social no Porto. Entre as profissionais reunidas para repudiar a “privatização do serviço de amas”, era fácil encontrar casos de amas com décadas de experiência que sempre trabalharam na condição de falso recibo verde e que agora estão no desemprego sem direito a subsídio. Outro motivo de genuína preocupação, ali frequentemente mencionado, prendia-se com o futuro das crianças que agora acolhem, muitas delas oriundas de famílias que sem o apoio prestado pelas amas e pela Segurança Social, ficam agora sem meios e sem alternativas.


