Milhares de trabalhadores saíram à rua neste 1.º de Maio, elevando o patamar de luta contra o pacote laboral, contra o aumento do custo de vida e a guerra, mas também por mais salário, tempo para viver e serviços públicos. Com força, determinação e confiança, todos à Greve Geral do próximo dia 3 de junho!
A DORP do PCP apela à participação na manifestação do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, que a CGTP-IN promove, na Avenida dos Aliados, a partir das 15 horas.
Todos ao 1º de Maio, para derrotar o pacote laboral e lutar pela vida melhor a que temos direito, para aumentar salários e fazer face ao agravamento do custo de vida.
Atraso no pagamento de salários aos trabalhadores da Lucena & Lucena. Incumprimentos graves, descontos para a Segurança Social por pagar e direitos ignorados.
São sobretudo trabalhadoras que fazem serviços de limpeza no mesmo local há mais de 10 anos, para entidades públicas, desde Institutos Politécnicos do Porto e de Viana do Castelo ou Centros de Saúde da Grande Lisboa, alterando a sua entidade patronal em função da empresa ou instituição que ganha o concurso em cada momento, pressionando negativamente os salários e as condições de trabalho, com as consequências dramáticas evidenciadas.
Num sector estruturalmente marcado por baixos salários, qualquer atraso tem implicações brutais na vida de cada um e das respectivas famílias.
A situação é ainda mais grave quando a própria empresa Lucena & Lucena é reincidente nestas práticas, com atrasos sistemáticos no pagamento de salários, conforme denuncia o Sindicato dos Trabalhadores das Actividades Diversas, o que já obrigou à rescisão de contratos no passado. Como é possível que empresas com este histórico continuem a ganhar contratos públicos?
O Grupo Parlamentar do PCP tomou conhecimento de mais um despedimento colectivo na empresa CaetanoBus, do Grupo Salvador Caetano, sediada em Vila Nova de Gaia, que, no seguimento de aplicação de lay-off, pretende lançar no desemprego 88 trabalhadores.
A confirmar-se, será o segundo processo em pouco mais de um ano, afectando um total de 133 trabalhadores.
O Grupo fechou o último ano com um volume de negócios agregado de aproximadamente cinco mil milhões de euros, gerando uma facturação da ordem dos 1 500 milhões de euros, só no negócio de retalho automóvel.
Ao mesmo tempo, continua a beneficiar de apoios públicos, nomeadamente ao abrigo da retribuição mínima mensal garantida, candidaturas ao abrigo do PT2020 e do QREN, investimentos do Banco Português de Fomento (dez milhões de euros há pouco mais de um ano, Dezembro de 2024), entre outros.