O início do ano letivo, como expectável, está marcado pela falta de professores, que poderá agravar-se devido às aposentações, que naturalmente ocorrerão nos próximos meses. Esta situação, por si só, demonstra a necessidade de adoptar medidas estruturais para o reforço do pessoal docente nas escolas e não de remendos, como insiste o Governo, com o recurso ao trabalho extraordinário.
Acresce a este problema a falta de outros funcionários da Escola Pública, assim como de meios e recursos para responder aos estudantes com necessidades específicas na Escola Pública.
Depois da alteração de procedimentos de classificação dos exames nacionais, com os problemas conhecidos, agora é a ausência de resposta aos estudantes, muitos ainda sem vaga na escola. Este é o resultado do desmantelamento do Ministério da Educação, com menos serviços e menos trabalhadores.

Decorridos 4 anos do Acordo Setorial de Compromisso entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e da identificação de 54 escolas no distrito como necessitando de obras prioritárias, urgentes e muito urgentes, são vários os estabelecimentos de que não se encontra registo público de obras concluídas, em curso ou programadas. Uma situação que agrava o rumo de desinvestimento continuado na educação pública, que favorece o negócio privado e que a DORP do PCP considera inaceitável.
Com o aproximar do fim do 2º período lectivo, são centenas de turmas e milhares de alunos (mais de 20 mil) deste distrito que continuam sem aulas a todas as disciplinas, muitos desde o início do ano. Os números divulgados esta semana pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) expressam uma situação preocupante, consequência do rumo de desinvestimento continuado na educação e de desvalorização da carreira docente que a DORP do PCP considera inaceitável.
Na campanha eleitoral para as últimas eleições Legislativas, os candidatos da CDU pelo distrito do Porto assumiram o compromisso de entrega de propostas para a resolução de 16 problemas urgentes do distrito, nos 100 primeiros dias de mandato.

