A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP (DORP) reafirma que a gratuitidade dos transportes públicos é um objectivo justo e necessário, integrado numa política de promoção do transporte público, de defesa do direito à mobilidade e de combate às desigualdades e assimetrias na região e no país.
Mas a gratuitidade não pode ser tratada como uma medida isolada, desligada da realidade concreta em que se encontram os transportes públicos no Porto e na Área Metropolitana. O problema central que hoje afecta milhares de utentes não é apenas o preço: é a falta de oferta, a sobrelotação, a insuficiência de horários, a degradação das condições de conforto, a falta de articulação entre modos de transporte e a ausência de investimento público à altura das necessidades. Num sistema já subdimensionado, onde muitos utentes viajam diariamente em autocarros, metro e comboios sobrelotados. Anunciar gratuitidade sem refroçar a oferta comporta riscos sérios. Pode aumentar a pressão sobre uma rede que já não responde às necessidades actuais, degradar ainda mais as condições de utilização e contribuir para a descredibilização do próprio transporte público.

Foi tornada pública a composição da nova administração da STCP, confirmando o que a DORP do PCP tem vindo a denunciar quanto à partilha de poder entre o PS e o PSD, com crescente envolvimento do CH e da IL, no que configura um Bloco Central de interesses, bem evidente no alinhamento dos diferentes responsáveis autárquicos com as opções políticas do governo de ataque aos serviços públicos, manutenção de portagens nas ex-SCUT da região e nas escolhas dos novos protagonistas da CCDR Norte, da Área Metropolitana do Porto, da CIM do Tâmega e Sousa e de outras estruturas e entidades metropolitanas, intermunicipais ou municipais.
Num contexto em que se têm sucedido promessas e anúncios relativos ao Aeroporto do Porto, infraestrutura de importância estratégica para a região e o País, a DORP do PCP entende destacar que:
A ligação do Metro do Porto à Trofa é uma reivindicação antiga das populações e dos trabalhadores do concelho, arrastada há mais de duas décadas entre anúncios, promessas eleitorais e sucessivos adiamentos.

