Ao tomar conhecimento da aprovação de um Regulamento interno do IPO que contemplava revistas pessoais a visitantes, utentes e trabalhadores daquela instituição - que a própria administração reconheceu publicamente - o Grupo Parlamentar do PCP questionou o governo sobre o conhecimento que tinha desse referido regulamento e quais as medidas que estaria a tomar para garantir que não são violados os direitos dos trabalhadores, dos utentes e dos visitantes. Os deputados comunistas alertaram ainda que estas revistas estavam a ser feitas por elementos de empresas de segurança privada, em clara violação da Lei.
Uma delegação do PCP, composta pela deputada à Assembleia da República Diana Ferreira e por responsáveis do PCP de Vila Nova de Gaia, reuniu esta tarde com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, no sentido de auscultar as dificuldades e aspirações sentidas no quotidiano deste Centro Hospitalar, que serve mais de 700 mil pessoas (Vila Nova de Gaia, Espinho, e outros concelhos do distrito de Aveiro).
O PCP apresentou projectos de reforço da manutenção de hospitais na esfera pública, entre os quais o Hospital de Santo Tirso que sucessivos governos foram retirando valências e serviços ao longo dos anos e o anterior governo PSD/CDS pretendia entregar à Misericórdia. Diana Ferreira na sua intervenção afirmou que "durante a governação de PSD/CDS foi levada a cabo uma reorganização da rede hospitalar de matriz economicista, assente no encerramento de valências e na desqualificação de serviços, que pretendia reduzir e concentrar serviços, e cortar no investimento público, com a consequente perda de capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde." A proposta do PCP foi aprovada, garantindo a manutenção na esfera pública deste Hospital, mas reclamando também medidas para garantir as condições materiais, técnicas e humanas necessárias a um serviço de qualidade.
PCP insistirá na defesa da manutenção do Hospital de Santo Tirso no Serviço Público Uma delegação da DORP do PCP – integrando as deputadas Diana Ferreira e Ana Virgínia, além de Jaime Toga da Comissão Política do CC do PCP – reuniu hoje com a Administração Regional de Saúde do Norte para abordar a capacidade de resposta do SNS na região. Da reunião evidencia-se o acordo das duas delegações quanto às consequências negativas para o SNS pelo facto de não ter sido garantido concurso para a colocação total dos 102 novos médicos especialistas de Medicina Geral e Familiar, com a ARS a assumir que deu parecer desfavorável a este processo, do qual ficam sem colocação 28 médicos. Saliente-se ainda a convergência de análise quanto ao facto do corte imposto pelo governo PSD/CDS, no transporte de doentes não urgentes, estar a afastar do acesso ao SNS milhares de utentes.