Intervenção de Jaime Toga, membro da Comissão Política do PCP
Encerramos com esta sessão a exposição evocativa da “Revolução Republicana de 1910 na História da Luta do Povo Português”, aqui no Centro Unesco.
Uma exposição completamente silenciada pela comunicação social dominante e concebida num contexto em que se sabia à partida que as celebrações oficiais do Centenário da República estariam envoltas numa grande operação ideológica ao serviço das classes dominantes e dos partidos que as sustentam. Aliás, o Militante de Janeiro alertava que “as comemorações vão servir de pretexto e suporte para projectar dos dirigentes republicanos e da República uma imagem idealizada sem correspondência com a realidade concreta da intensa luta de classes que marcou os dezasseis anos da sua existência. Ou mesmo para procurar reescrever os últimos cem anos da nossa história apagando o papel da classe operária e das massas populares e a contribuição decisiva do PCP para os avanços libertadores do povo português, banalizando o fascismo, diminuindo o alcance da Revolução de Abril, promovendo forças e personalidades burguesas, a começar pela Maçonaria e área do Partido Socialista.”
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A JCP saúda a grandiosa jornada de luta nacional dos estudantes dos Ensinos Secundário e Básico realizada ontem, 4 de Fevereiro. Este dia de protesto, convocado pela DNAEESB (Delegação Nacional das Associações de Estudantes dos Ensinos Secundário e Básico) levou à rua, um pouco por todo o país, mais de 30 mil estudantes em luta conta os Exames Nacionais, o actual Estatuto do Aluno, o Regime de Autonomia e Gestão das escolas e a privatização e pela efectiva implementação da Educação Sexual nas escolas.
O Orçamento de Estado para 2010, apresentado pelo Governo, não é, como poderia e deveria ser, um instrumento para combater a grave crise económica e social, nem para atenuar as desigualdades sociais e as assimetrias regionais que se têm avolumado de ano para ano.


