“Novo paradigma de limpeza” = Mais privatizações, destruição de competências e agravamento de custos
No início de março de 2015, a CDU – Coligação Democrática Unitária, ciente de que se aproximava o fim do período da concessão que vigora da limpeza de 50% da área do Porto e de que a mesma tinha registado, consecutivamente, custos mais elevados para o Município do que os inicialmente “previstos”, confrontou a coligação Rui Moreira/CDS/PS com a urgência de:- “Distribuir com celeridade a todos os eleitos municipais uma informação rigorosa e atualizada sobre os prazos, custos e detalhes dos serviços prestados no âmbito das concessões da recolha do lixo e limpeza pública em vigor.
- Proceder ao estudo das medidas que são necessárias assumir tendo em vista a remunicipalização dos serviços de recolha do lixo e limpeza pública.
- Agendar a discussão desta matéria em sede de Câmara e Assembleia Municipal do Porto até ao final do próximo mês de abril.”


Foi tornado público que a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) notificou na semana passada a Câmara Municipal do Porto para suspender a recolha dos dados dos utilizadores do estacionamento pago na via pública.
Numa altura em que Rui Moreira se pretende afirmar como “combatente do centralismo”, explorando com demagogia questões relevantes, importa denunciar mais um caso evidente da sua cumplicidade na destruição de serviços públicos essenciais para a população do Porto. De facto, não há retórica inflamada que disfarce uma prática em muitos aspectos bastante distante dos verdadeiros interesses da cidade do Porto e dos seus habitantes.



