É inaceitável que Marco de Canaveses continue a ser um dos parentes pobres do distrito do Porto. As populações perdem 30 minutos em filas para percorrer 200 metros. O projeto da Variante à EN211 é o exemplo máximo desse desprezo: na altura da sua construção, não se fez uma nova travessia por falta de visão política. Usaram a Ponte de Canaveses (de 1988), construída para a antiga estrada, incapaz de suportar o fluxo da variante. Criou-se um 'funil' que asfixia a economia e a qualidade de vida.
O PCP mantém a coerência de sempre. No programa da CDU de 2021, já exigíamos esta obra como prioritária. Outros só se lembraram dela em 2025, por conveniência eleitoral. Houve até uma petição em 2025, mas sem consequências práticas – serviu para iludir as populações e a ponte continua por fazer.
Denunciamos a divergência de critérios de quem se diz preocupado no concelho, mas que na Assembleia da República mostra a verdadeira face. No nosso Projeto de Resolução n.º 55/XVII/1, que exigia verbas e prazos, o PCP foi travado pela convergência entre os partidos do Governo e o PS. Enquanto lutamos por soluções imediatas, eles votam contra ou abstêm-se – adiando a solução e mantendo a obra na gaveta.
A nossa luta não vive de iniciativas que morrem nas gavetas de Lisboa. Fizemos o buzinão, estamos na rua ao lado do povo. Os nossos compromissos não dependem de calendários eleitorais. Exigimos que o Governo garanta financiamento para todas as fases (estudos, projetos, construção) da nova ponte sobre o Tâmega, sem esquecer a conclusão do IC35 e as ligações estruturantes em Baião. A nova ponte é um direito e uma urgência – não pode esperar por quem “diz uma coisa no Marco e vota outra em Lisboa”.


A recente decisão de retirar as estruturas de cobertura, em paragens de autocarro, no concelho de Valongo, sem uma substituição imediata e com remendos pouco dignificantes para com a população do concelho, representa um ataque direto aos direitos dos cidadãos, enquanto equipamentos de salvaguarda e defesa de proteção dos utilizadores de transportes públicos.
A DORP do PCP apela à participação na manifestação do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, que a CGTP-IN promove, na Avenida dos Aliados, a partir das 15 horas.


