
Ilda Figueiredo interveio em primeiro lugar, apontando os perigos das políticas privatizadoras que vigoram actualmente em Portugal e também nos restantes países europeus, sublinhando a importância da água enquanto serviço fundamental e necessário à vida humana, que não pode estar sujeito às regras do lucro e das negociatas financeiras. Sublinhou ainda a luta que, em diversas frentes e instâncias, está a ser desenvolvida no plano político pela CDU, em defesa da água pública e de qualidade, acessível a todos, independentemente da sua condição social, económica e financeira. A eurodeputada falou também da situação da freguesia de Recarei e do concelho de Paredes, e em resposta às questões colocadas pelo público presente, referiu que as Câmara Municipais têm à sua disposição verbas e programas específicos da União Europeia para investir na melhoria da rede pública, impedindo que se verifiquem, por exemplo, os problemas de falta de água e de água com ferrugem de que os populares ali deram conta.
Por sua vez, Ricardo Costa, interpelado pelo público sobre a viabilidade financeira do serviço actualmente prestado pela Junta de Freguesia, referiu, com base nos documentos de prestação de contas da autarquia, que o serviço de água ao domicílio significa cerca de 25% da receita da autarquia, dando à Junta uma verba anual que ronda os 54 mil euros. A este propósito, Ilda Figueiredo interveio novamente, dizendo que essa verba deveria estar a ser utilizada na melhoria da rede de água. Ricardo Costa concluiu dizendo que a ideia que por vezes se tenta passar de que a Junta não consegue comportar a despesa do serviço é falsa, e que os números da receita da água provam exactamente o contrário.
Na fase final, Ricardo Costa, disse que a CDU continuará, como sempre fez, a defender a água pública, reafirmando a sua oposição a uma possível venda do serviço à Veolia ou a outra qualquer entidade privada.