No passado dia 17 de agosto, foi removido o comboio operário dos trabalhadores da Oficina da CP em Guifões, tendo sido substituído pela oferta comercial da linha de Leixões mediante o prolongamento de uma circulação matinal entre Leça do Balio e Guifões, e outra no sentido inverso ao final da tarde.
Esta solução não teve em consideração as necessidades dos trabalhadores, muitos deles provenientes das linhas do Douro, Minho, Guimarães e Ramal de Braga, que viram os seus tempos de viagem aumentar substancialmente. Por conseguinte, também o seu tempo efetivo de descanso diminuiu.
Vários trabalhadores já manifestaram vontade de se demitirem por causa do impacto desta decisão nas suas vidas quotidianas, que chega a aumentar hora e meia às deslocações casa/trabalho em alguns casos.
Segundo a CP, tal medida foi necessária para fazer face à necessidade de colocar as automotoras 2240 na linha do Algarve, após a sua eletrificação.
Perante esta situação, o deputado do PCP, Alfredo Maia, pediu explicações ao governo.
No questionamento dirigido ao Ministro das Infraestruturas, o deputado comunista pergunta se foram equacionadas outras alternativas como a utilização dos comboios a diesel da série 450, ou mesmo o prolongamento da linha de Leixões até Ermesinde, como o PCP há muito vem reivindicando.
Porto, 17 de setembro de 2026
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP






