Nos 52 anos da Revolução de Abril, o povo saiu mais uma vez à rua para celebrar Abril — com alegria, convicção e confiança no futuro.
As ruas entre a antiga sede da PIDE, na rua do Heroísmo, e a Avenida dos Aliados foram inundadas por dezenas de milhares de pessoas, num poderoso testemunho de participação popular neste 25 de Abril, onde se destacaram as novas gerações.
Entre cravos, palavras de ordem e muitas gerações unidas, afirmou-se que Abril vive — nas conquistas alcançadas e na determinação de as defender e aprofundar.
Uma demonstração clara de que a liberdade, a democracia e os direitos conquistados continuam a mobilizar o povo português.
A Assembleia da República votou a aprovou hoje a proposta do PCP para a criação de um Museu da Resistência Antifascista no edifício da Rua do Heroísmo onde funcionou a PIDE/DGS
A proposta apresentada pelos deputados comunistas - e que foi aprovada com os votos favoráveis do PCP, PS, L, BE, PAN e JPP; a abstenção do PSD e IL; tendo CH e CDS votado contra - destaca que o edifício do Heroísmo, como era conhecido, foi o local onde o sinistro regime fascista instalou a polícia política, tendo funcionado como um verdadeiro centro de detenção e tortura dos resistentes antifascistas. Por este edifício terão passado mais de 7600 pessoas - verdadeiros heróis nacionais que não podem ser esquecidos e devem ser justamente homenageados.
No âmbito do cumprimento das 16 medidas que os candidatos da CDU do Distrito do Porto se comprometeram a apresentar na Assembleia da República no primeiros 100 dias de mandato, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou hoje uma proposta para a constituição do Museu da Resistência Antifascista, no Porto.
A proposta apresentada visa a instalação do Museu nas instalações onde funcionou a delegação da PIDE, na rua do Heroísmo, no Porto, onde actualmente está o Museu Militar.
Recorde-se que em 2015 a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um Projecto de Resolução do PCP que recomendava a implementação de um percurso evocativo da memória dos presos políticos que por ali passaram, atendendo a uma reivindicação da URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses. Na sequência desta aprovação, foi assinado um protocolo entre a URAP e o Ministério da Defesa e concretizado o percurso evocativo no edifício.
O Projecto de Resolução hoje apresentado refere que “para o PCP, o edifício do Heroísmo é um símbolo do regime fascista e, como antiga sede da polícia política, é o local adequado e justo para documentar, musealizar e, dessa forma, homenagear a luta pela liberdade daqueles que lá estiveram detidos e ali resistiram para construir no nosso país o 25 de Abril e o seu projeto emancipador de liberdade, progresso e desenvolvimento social.”
Este sábado, no Fórum da Maia, celebrámos a Revolução Portuguesa numa sessão evocativa dessa data maior da nossa História. Esta sessão contou com presença e intervenções de Manuel Loff, Teresa Lopes, Susana Ralha, João Torres, Martim Magalhães, e ainda Alfredo Maia - 1° candidato CDU às eleições legislativas pelo círculo eleitoral do Porto. Não esquecemos o que Abril conquistou nem abrimos mão do que está por cumprir. A revolução portuguesa é presente e é futuro!