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PCP marchou pela vitória no Porto

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20260629_vitoriaSob o lema «Luta, ca­minho da vi­tória», re­a­lizou-se no dia 29 de Junho, no Porto, uma marcha com sor­risos na cara de quem lutou ao longo de 330 dias, de quem, desde 24 de Junho de 2025, não parou «um dia que fosse em res­posta a essa de­cla­ração de guerra de que foi alvo», o pa­cote la­boral.

«330 dias que aba­laram os de­sejos da­queles que se acham donos disto tudo. 330 dias de mi­lhares de ple­ná­rios, de reu­niões, de ac­ções, de pro­testos, de es­cla­re­ci­mentos, de con­versas, de en­con­tros, de con­tactos e de duas enor­mís­simas greves ge­rais, a 11 de De­zembro de 2025 e dia 3 de Junho», sa­li­entou o Se­cre­tário-Geral do Par­tido. Paulo Rai­mundo re­la­tava estes factos no final da marcha e exortou à con­ti­nu­ação da luta, pois a vi­tória que ali se co­me­mo­rava é «de grande sig­ni­fi­cado pela de­mons­tração do que é capaz a força imensa da luta or­ga­ni­zada».



PSD, CDS, Chega e IL juntos desde o início

O di­ri­gente as­si­nalou ainda que o des­fecho da luta contra o pa­cote en­co­men­dado pelos pa­trões «isolou o Go­verno do PSD e do CDS, mas também o Chega e a Ini­ci­a­tiva Li­beral, que, desde a pri­meira hora, es­tavam juntos neste ataque». «Uma luta com uma força tal que obrigou al­guns a de­ci­direm aquilo que nunca de­se­jaram, con­tra­di­zendo in­clu­sive tudo o que ti­nham dito na vés­pera», acusou. Foi também «uma luta que re­a­firmou a CGTP-IN como a grande cen­tral sin­dical dos tra­ba­lha­dores por­tu­gueses com o seu papel de­ci­sivo em todo este pro­cesso e em todo este com­bate».

«Aqui está a marcha da vi­tória, aqui está a marcha e a festa do tra­balho e da luta. Há um mês, aqui mesmo, neste local, re­a­fir­mámos: não vamos de­sistir, o pa­cote é para cair. E a ver­dade é que o pa­cote caiu mesmo. Com a nossa luta, com a nossa acção, com a nossa força, o pa­cote la­boral foi der­ro­tado», acres­centou ainda.

No re­gresso ao Porto, Paulo Rai­mundo rei­vin­dicou para o Par­tido e para os co­mu­nistas parte da vi­tória e exortou os tra­ba­lha­dores a con­ti­nu­arem a tri­lhar o ca­minho da mu­dança «com con­fi­ança, com a de­ter­mi­nação cons­ci­ente do quadro e do ter­reno que pi­samos, não es­que­cendo as di­fi­cul­dades, que são muitas», mas sem deixar que nin­guém «nos tire hoje o sor­riso da cara». «Não há nin­guém que nos tire hoje a con­fi­ança para con­ti­nuar a lutar, a lutar, a lutar. Com ale­gria, vamos cum­prir o nosso ideal. Com ale­gria, vamos cum­prir o nosso ob­jec­tivo», afirmou.

A marcha, entre a Praça da Ba­talha e a Rua de Santa Ca­ta­rina, foi con­vo­cada pelo PCP para fe­li­citar, co­me­morar e in­cen­tivar os tra­ba­lha­dores a pros­se­guirem a luta «com es­pe­rança, aquela es­pe­rança que não de­siste» porque «que­remos, pre­ci­samos e temos di­reito a um país dos sa­lá­rios, das pen­sões, dos ser­viços pú­blicos, da so­be­rania». «Que­remos e pre­ci­samos de um país de di­reitos, dig­ni­dade, tempo para viver e uma vida me­lhor», exigiu.

Der­rota amarga

E para os que ainda não di­ge­riram a der­rota, Paulo Rai­mundo deixou um aviso: «Bem podem voltar à carga e ten­tarem fazer passar à peça aquilo que não con­se­guiram passar em con­junto que en­con­trarão no­va­mente a força, a or­ga­ni­zação, a uni­dade e a pro­funda re­jeição dos tra­ba­lha­dores. O pa­cote la­boral foi der­ro­tado, o Go­verno fica em mai­ores di­fi­cul­dades para levar por di­ante os muitos com­pro­missos que tem com os grupos eco­nó­micos». Um iso­la­mento que é «real e que nem a pro­pa­ganda, muita pro­pa­ganda, que nem as fugas em frente re­a­fir­madas no Con­gresso do PSD, ou mesmo a mão que o PS lhe deu agora com a Pres­tação So­cial Única, con­se­guem apagar, nem con­se­guem dis­farçar».

Luta é motor de con­quistas so­ciais

«A luta travou uma ainda maior des­re­gu­lação dos ho­rá­rios de tra­balho e travou o tra­balho não pago com o banco de horas», agora é «pre­ciso avançar para as 35 horas para todos». «É tempo de va­lo­rizar quem tra­balha por turnos, au­mentar o sub­sídio de turno e re­duzir a idade da re­forma», enu­merou Paulo Rai­mundo, que foi ca­te­gó­rico ao apelar à con­ti­nu­ação da luta dos tra­ba­lha­dores, dos re­for­mados e dos jo­vens. A luta, sa­li­entou, deu um em­purrão tão grande ao pa­cote que este foi mesmo mesmo ao chão. Pois será igual­mente ela o motor para con­quistar vidas me­lhores. Também por isso se gritou na marcha no Porto: «A luta vai con­ti­nuar, para o sa­lário au­mentar!».