Armando Castro - Centenário

Temos o grato prazer de o/a convidar para a Sessão Evocativa do Centenário do Nascimento  (1918-2018) de Armando Castro, que...

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Intervenção de Silvestrina Silva na 8ª Assembleia da ORP

Estimados Camaradas Delegados a esta Assembleia, uma fraterna saudação da Direcção dos Sectores Profissionais da ORP e por vosso intermédio a todos os trabalhadores do nosso distrito. Uma saudação especial a todas as camaradas delegadas e por seu intermédio a todas as mulheres.

Chegamos a esta Assembleia com a consciência tranquila do trabalho que estamos a realizar, muitas vezes acima das nossas possibilidades, no quadro de uma luta titânica do nosso Partido, em defesa dos interesses dos trabalhadores, no cumprimento das decisões do nosso Congresso.

Chegamos a esta Assembleia em condições de afirmar - SIM É POSSIVEL UM PCP MAIS FORTE – foi assim na nossa organização. Esta consigna estimulante e confiante, incitou-nos a fazer mais e melhor, animou a superar dificuldades que a grande ofensiva do governo PS comandado pele Eng. Sócrates timoneiro do grande capital, impõe diariamente aos trabalhadores e suas famílias.

Chegamos também a esta Assembleia com os pulmões cheios de ar puro tal foi o ar de liberdade e confiança que respiramos na recente e grandiosa manifestação do dia 18 onde mais de 200 mil trabalhadores se levantaram -  gritando alto e bom som -  não a esta ofensiva contra os direitos e o direito ao trabalho, e que nos deu mais força para prosseguir os nossos objectivos do reforço da organização e intervenção do Partido nas empresas e locais de trabalho.
 Sentimos todos, acho, que é justo concluir que, nesta memorável jornada, está também o nosso trabalho diário, o empenhamento individual e colectivo dos militantes, está o Partido.

Camaradas, 
Tal como refere o documento que está em discussão, as medidas tomadas do reforço de quadros e maior atenção junto das empresas e locais de trabalho, permitiu reforçar a influência e organização do Partido nos Sectores Profissionais e Grandes Empresas da ORP. Temos hoje mais estrutura e mais organização que permitiu por exemplo, ter Partido nas Grandes Superfícies quando muitos diziam ser impossível, nas Auto estradas, Aeroporto, na F. Pública, mais quadros responsabilizados e mais recrutamento. Recrutamos este ano na nossa organização 35 novos camaradas. Para nós, é altamente significativo a adesão deste nº de trabalhadores, e mais do que o nº, a adesão ao Partido de dirigentes e delegados, de homens, mulheres e jovens que estão com as mãos na luta e respeitados pelos colegas de trabalho. Temos as organizações e militantes mais próximos dos problemas e aspirações dos trabalhadores. Com níveis de enraizamento, capacidade operacional e de desenvolvimentos diferentes, as organizações intervieram nas lutas e nos problemas, levaram a palavra solidária do Partido aos trabalhadores.

Temos também, mais iniciativa seja no plano da informação própria, mas também nas Campanhas Nacionais de Esclarecimento e da iniciativa política. Refiro pela importância que assumiu o debate recente no quadro da preparação da Conferência Económica que apetrechou a organização para uma melhor intervenção nas áreas das energias e dos transportes.

Camaradas
Chegamos a esta Assembleia com resultados, que ajudam a Organização Regional a dar novos passos, mas, também, com a convicção das nossas debilidades e insuficiências, e fundamentalmente, do muito que temos de caminhar.
Ter organização nas empresas e locais de trabalho não pode ser apenas um objectivo, mas um instrumento de trabalho do qual não podemos prescindir para a nossa intervenção no dia a dia.

 Chamo a atenção dos camaradas delegados, para uma importantíssima questão que se chama prioridades. Por outras palavras, sejamos claros porque não temos forças para ir a tudo ao mesmo tempo. Não perder o norte daquilo que é fundamental, nomeadamente intervindo nas empresas e sectores estratégicos como sectores dos Transportes, Correios e Telecomunicações, Energia entre outros.
Pela sua importância, estes sectores influenciam decisivamente o resto, de forma positiva ou negativa. O quadro é de grande exigência a toda as organizações do Partido. Aumentar a atenção a estes sectores, conhecer melhor os problemas das empresas e dos trabalhadores, fazer a intervenção social e política, procurar influenciar e reforçar mais e mais.

Camaradas, 2007 está a ser um ano de ouro, rico de intensa luta, mas temos de reconhecer que foi nestas batalhas e na pressão a que fomos sujeitos que sentimos debilidades. Quem não se lembra da célebre OPA sobre a PT em Maio de 2007, e tantos trabalhadores, instrumentalizados, a defender reivindicações contra os seus próprios interesses, como a vida comprovou. Mas, o que é verdade, é que este crescendo da resistência dos trabalhadores aproxima-os do Partido, saibamos nós continuar a trabalhar e assumir abertamente perante eles a defesa dos seus interesses, e o Partido crescerá. Saibamos todos potenciar esta oportunidade.  

Camaradas
É pelo reforço da nossa intervenção nos locais de trabalho, que podemos alterar a corrente de pensamento e acção dos trabalhadores. É nesta linha que vamos continuar a intervir. Não é uma tarefa fácil, exige uma grande compreensão e empenhamento de todos os camaradas, para se perceber que é a partir dos locais de trabalho que se pode aumentar a consciência de classe dos trabalhadores, a sua organização para desenvolverem a luta necessária. Como é nos locais de trabalho que podemos ganhar mais trabalhadores para o voto no Partido o que permite mais intervenção do PCP.

A luta dos trabalhadores por uma sociedade mais justa e mais solidária é, uma luta difícil. O capital animado pela correlação de forças a seu favor tenta violentamente reaver tudo aquilo que os trabalhadores conquistaram através da luta com o 25 de Abril. Neste medir de forças o capital tem um objectivo bem definido, atingir as organizações dos trabalhadores (é ver o Código do Trabalho) e o PCP ferramentas indispensáveis à luta do dia a dia pela defesa dos direitos fundamentais.
Nesta violenta ofensiva o capitalismo conta com meios poderosos para tentar a desagregação, levar ao desânimo e quebrar a confiança na luta pela transformação da sociedade.

É aqui que entra a ferramenta dos trabalhadores – o Partido – que permite organizar e acumular forças para passar à ofensiva.

Camaradas
Esta é uma luta de todo o Partido, e em particular das células de empresas e de todas as organizações que intervêm junto dos trabalhadores, por isso, vamos trabalhar ainda mais para que o Partido seja cada vez mais forte, e possa dar melhor resposta às novas ofensivas que se nos deparam, e àqueles que nos procuram.

Viva a 8ª Assembleia
Vivam os trabalhadores

Viva o Partido Comunista Português